Alguns produtores da indústria do entretenimento parecem ter nascido com cifrões no lugar dos olhos. A prova deprimente são as continuações desnecessárias. Essa no caso, feriu a honra de um gigante das telas, é uma das maiores “seqüência-bomba” da sétima arte (arte?).
O original da década de 30 e o atual do diretor Peter Jackson são pérolas dos filmes de monstro. Este é o sucessor da capenga refilmagem de 1976 (aquele com a Jessica Lange). O que já era ruim ficou horrível! Esse é mais um dos filmes que eu colocaria na seção de comédia numa locadora.
King Kong 2 (King Kong Lives/1986) tira a dignidade do gorilão e faz o telespectador pagar um mico. A fita começa com o nosso amigo primata sendo levado a um laboratório onde cientistas vão ressuscitá-lo. Eles constroem um coração mecânico para o Kong, só que para funcionar, precisam de alguns litros de sangue de gorila gigante.
Ora, é fácil! Existem muitos desses perdidos na Floresta Amazônica. E lá vão os humanos idiotas! Na floresta tropical fala-se todo tipo de línguas, menos o português. Também encontram uma “Lady Kong” que se apaixona por um dos cientistas, e assim, a capturam para reviver o protagonista desse besteirol.
Uma curiosidade no elenco é a atriz Linda Hamilton (Exterminador do Futuro 1 & 2) que fica perambulando como uma doida para garantir a segurança do grandão… Como se um bicho de quase 30 metros não conseguisse se defender.
Numa das melhores cenas, Kong é preso por caipiras rudes que ficam o aporrinhando com fogo. Quando ele se liberta, esmaga os rednecks e ainda devora um deles. Na hora que ele palita os dentes, tira o boné do cara da boca como se tirasse um fiapo de carne após uma churrascada. Outro detalhe importante são os closes na máscara dos gorilas que parecem fantasias de carnaval.
Até um rebento para o casal de macacos é providenciado nessa tranqueira. O mais engraçado, o filhote nasce do tamanho de uma pessoa adulta… Mas que belo corte de verbas!
King Kong Lives (EUA/1986)
Direção: John Guillermin
King Kong terá caipiras para o jantar!
BEZZI
3 Comentários
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muito bom o texto, deveria escrever mais sobre filmes… toscos ou não!
claro que sobre os ruins a leitura será mais divertida… como foi a desse!!
Escrever sobre filmes-bomba é comigo mesmo!
abraços.
ler/ver é comigo tb!