Lucrando em dobro com a crise

Nem todo mundo está perdendo dinheiro com a crise econômica nos Estados Unidos. Desde que a crise imobiliária começou, a profissão mais antiga do mundo tem duplicado seus ganhos. Quem percebeu esse fenômeno foi o sociólogo Sudhir Venkatesh, que estuda a indústria do sexo em Nova Iorque desde 1990.

Nesse artigo (em inglês) para a revista eletrônica Slate, ele conta o resultado de suas entrevistas com 300 prostitutas de Nova Iorque e Chigado desde 1999.

A parte mais interessante é que as prostitutas de luxo, as utilizadas pelos executivos de Wall Street, se tornaram muito mais terapeutas do que meras garotas de programas. Os clientes ricos praticamente duplicaram suas visitas. E não buscavam apenas sexo. Mas conforto, afirmação e encorajamento.

Segue um trecho do artigo:

“Jean, nova-iorquina de 35 anos que se auto-entitulava “acompanhante corporativa” me contou, “Eu tenho em média duas dúzias de homens que começaram a dobrar suas visitas comigo. Eles não conseguiam encarar suas esposas, que reclamavam sobre o fato da perda dos rendimentos. Homem quer ser homem. Tudo que faço é fazer eles se sentirem bem para poderem voltar ao seu mundo com a cabeça erguida.”

O fato desses executivos nem sempre buscarem por sexo não foi uma novidade para Venkatesh. Ele já tinha publicado um artigo mostrando que cerca de 40% dos programas de prostitutas de luxo não envolvia relação sexual. Talvez porque uma carta de demissão não deixe todo mundo tão animado assim.

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Categorias: carreira & negócios