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Sat, Dec. 1st, 2007, 03:39 pm
O DUELO DE JESUS CONTRA OS HIPÓCRITAS

O DUELO DE JESUS CONTRA OS HIPÓCRITAS

Jesus Cristo, exemplo vivo e puro de amor e paz,

travou um duelo educativo contra o poder fugaz.

 

Havia, no tempo em que Jesus existiu, estorvos contra os quais ele duelou. Os fariseus eram donos do templo vil, que às criaturas humildes escravizou. Com as suas aparências enganosas, de “bons samaritanos”, eles tinham maledicências perigosas, adotavam uns planos cheios de hipocrisias e sempre ofereciam esmolas à população,durante certos dias, em que conduziam cerimoniais de religião. Nas solenidades vazias, distribuíam, com ostentação, oferendas nas liturgias, onde produziam uma ação divulgadora de fantasias, abusavam das afetações e, com suas faces constritas, clamavam suas orações, diante das classes proscritas. As normas dos hipócritas chefiavam o estorvo do “partido democrático” e, de formas despóticas, apedrejavam o povo tão sofrido quanto estático.

Outro partido, o “sacerdotal”, era composto pelos conservadores saduceus, que faziam um fingido cerimonial e assumiam os postos de “seguidores de Deus”. Eles eram seres de durezas secas, comodistas, de crenças nos seus “poderes” e certezas tradicionalistas muito intensas. Esses partidos opositores tinham uma moral interesseira, além de fingidos oradores, promovendo uma total asneira. Acima deles, só o poderoso César e seu nimbo encarnado. Todo esse clima calamitoso Jesus lutou para ver modificado. Por isso, o mestre não atacou as criaturas, mas as doutrinas. Sem ser omisso, ele duelou contra as imposturas malinas.

O grande duelo se iniciou nas sinagogas da Galiléia e teve continuidade pelo templo de Jerusalém, sob as togas de uma platéia sem autoridade. Jesus não atacou seus adversários: esperou receber ataques irados e com sua luz, retrucou mandatários isentos de destaques e respaldos... Jesus usou como tática inicial a base de uma mansidão que produz, na prática espiritual, a catarse da salvação. Os adversários não captaram a mensagem verídica e, como corsários, zombaram da imagem pacífica. Jesus, então, mudou de tática: Ele passou a atacar toda aquela hipocrisia enfática que ousou lhe criticar... Derrotados, os algozes de Jesus usaram um deletério plano e soltaram suas vozes, acusando-o frente ao império Romano. As acusações não tinham fundamento. Mesmo assim, Jesus se viu perseguido, evadiu-se e só se entregou no momento em que cumpriu sua missão e foi traído... A sua jornada fugitiva, pela Síria e locais pantanosos do Jordão, foi demorada, educativa, e trouxe paz aos vitoriosos sem omissão.

Conduz a bela história final de Jesus à vitória real, sem engodos. Da cruz, na memória atual, reluz sua oratória triunfal sobre todos. É essa a moral duma história imperecível, impressa, afinal, na memória inesquecível: Jesus ousou desafiar todo poder fugaz e nos ensinou a lutar para obter a paz...

 

Paulo Marcelo Braga

Belém, 20/10/2007

(02 horas e 07 minutos).