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Tue, Apr. 1st, 2008, 08:28 pm
SAÚDE DO PARÁ: A SITUAÇÃO ESTÁ GRAVE E A OPÇÃO É A GREVE


SAÚDE DO PARÁ: A SITUAÇÃO ESTÁ

GRAVE E A OPÇÃO É A GREVE

 

Greves diversas na saúde, devidas as breves promessas, amiúde, não cumpridas, poderiam ser evitadas se boas medidas fossem adotadas pelos gestores, cujas “prosas fiadas” não convencem os trabalhadores.  No Estado do Pará, os circuitos dos bastidores estão “ligados”. Há muitos servidores prejudicados, por astutos enganadores empossados. Tanto na capital, quanto nos municípios do interior do Estado, alguns trabalhadores, revoltados com o desencanto oficial, têm trocado o pranto pelos artifícios das contestações, enquanto outros escutam os comícios das enganações, relutam em fazer o benefício de dar uma admoestação na turma comodista que insulta os profissionais de saúde na labuta contra os boçais sem virtude, ao invés de se aliar à uma manifestação grevista.

 

Realmente, enquanto o povo alienado não se unir às lideranças profissionais, em todo canto, um estorvo empossado vai surgir, promovendo lambanças banais, engodo e pranto. Para quem não está sabendo ouvir o que já foi dito, vale repetir: os movimentos grevistas são feitos para banir os fingimentos dos vigaristas eleitos. Nenhum profissional, nenhum trabalhador, é culpado, pelo fato inquestionável de a saúde na capital e no interior do Estado ser um desacato lamentável. Trabalhadores competentes e um bocado de pacientes, estão sendo prejudicados pelos gestores negligentes empossados. Isso é execrável!. Caso não mude a “pose lúdica circense” de quem de quem tem patrocinado fatores deprimentes, será inevitável o prejuízo maior do que o já existente na saúde pública paraense.

 

Está faltando pulso judicial para conter quem vai praticando abuso governamental. Sem um juízo legal competente, capaz de intervir nos abandonos dos espaços das instituições públicas de saúde, o prejuízo atual irá em frente, para enriquecer os “donos dos pedaços”. O SUS continuará condenado à cruz, pelo “poder” de quem induz à pancadaria os usuários e os profissionais que tomaram a atitude de terem procurado uma luz para clarear as idéias das conquistas e/ou politizar as platéias comodistas. A união de todos (profissionais e usuários) poderá atenuar as deficiências críticas e “medicar a infestação dos engodos oficiais dos partidários das negligências políticas”.

 

Vitimados pelas mesmas mazelas, trabalhadores e usuários, devem ser aliados contra as balelas dos gestores sectários.  Quando surgir um magistrado capaz de intervir na falta de condições de atendimentos públicos (ambulatoriais e de urgências-emergências), determinando que os gestores tenham mais decências, respeitem os trabalhadores e os pacientes, a cidade de Belém do Pará, o território paraense, terá a boa publicação que convém. O noticiário antiético, irrisório, por não ser verdadeiro, não convence quem conhece a dificuldade, a qual não enfraquece o ideal solidário, notório e eclético da vocação profissional contra o politiqueiro e inquisitório “poder” que adoece a comunidade. Basta de acinte. A verdade é a seguinte: trabalhadores da saúde não são culpados pelas negligências dos gestores empossados e os seus pleitos altruístas merecem os respeitos dos bons jornalistas.

 

Eis o resumo da história: a população, mal informada e mal atendida, também é vitimada pela inteira enganação produzida, pelo rumo da oratória de desdém da prosa politiqueira, descarada e envaidecida. Para que a situação mude, usuários e profissionais dos setores públicos de saúde, da capital e do interior do Estado, devem ser solidários entre si e não rústicos adversários. Afinal, os mesmos fatores os têm atormentado. As negligências políticas dos setores oficiais, sem competentes interferências jurídicas, têm causado as dores sociais existentes neste Estado que sobrevive, sem trégua, ao sufoco... “Eita Pará pai d’égua”, como diz o “caboco”.  

 

 

Paulo Marcelo Braga

Belém, 14/03/2008