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Tue, Apr. 1st, 2008, 08:17 pm
SAÚDE DO PARÁ: APÓS A GREVE MUNICIPAL VIRÁ A ESTADUAL?

SAÚDE DO PARÁ: APÓS A GREVE MUNICIPAL VIRÁ A ESTADUAL?

 

 

“A união faz a força”. (sabedoria Popular).

 

Uma greve já foi feita em Belém (outra está programada) pelos profissionais de saúde. Isso talvez leve a jurisprudência a tomar uma atitude acertada par ver se ajeita o “rebuliço infectado”, sem alardes, pelos puritanos, da capital e do interior deste Estado. Alcaides interioranos, que sobrecarregam a capital com pacientes amontoados em “ambulâncias especiais”, devem ser julgados pelas irresponsabilidades freqüentes e, se condenados, por tamanhas discrepâncias sociais, precisam quitar o total da conta devida, em (des)burocratizadas instâncias judiciais, para tal afronta ser resolvida.

 

Nem a propósito, se o dinheiro federal, recebido pelo Estado, é um depósito financeiro mensal, também repassado ao governo municipal, o que a governadora do Pará e o prefeito de Belém têm feito com ele, afinal??? Convém a realização de urgentes melhorias na saúde da população, além da remuneração mensal dos profissionais; repasse, em dia, de vales-transportes aos funcionários; aquisições de medicamentos e materiais. Em suma: investimentos de grandes portes comunitários, sem embromações, nem fingimentos.   

 

Infelizmente governo estadual, mesmo atrasando o repasse de diárias e plantões, tem se livrado de judiciárias punições. Em geral, sectários vêm jogando profissionais contra as opiniões populares, abafando, com erários, noticiários reais. Quando gestores de saúde pública forem condenados aos ressarcimentos pelas avaliações particulares e/ou obrigados a não deixarem ao relento pacientes do SUS, encaminhados para internações hospitalares (como foram algumas empresas provadas), por omissões nos repasses, ocorrerão, com certezas confirmadas, as diminuições dos impasses.

 

Realmente, a queixa proferida, por um ou outro município, de que o Estado deixa retida a verba, o benefício, que a federação tem encaminhado para repasses aos municípios, aumentarão os impasses e os suplícios, se o poder judiciário não cumprir seu papel prioritário e/ou não se unir aos profissionais de saúde para conter o escarcéu comunitário. Em Belém, a greve de advertência, também serve para admoestar a jurisprudência a fim de que ela possa deixar a omissão de lado e, assim, desmascarar a enganação de quem tem prejudicado a saúde deste Estado.

 

Paulo Marcelo Braga

Belém 14/03/2008