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06.08.08
Faça as contas: a venda de televisores no Brasil está estável, na casa dos 10 milhões de unidades por ano; mas, dentro deste universo, a venda de televisores de tela fina - item top na lista de sonhos de consumo deste início de século - está duplicando, de 1 milhão em 2007 para 2 milhões em 2008; pode-se concluir que está havendo uma acelerada substituição de aparelhos, e que os tubos cinescópios estão sendo empurrados para fora das salas de estar.
O problema é: para onde vão esses televisores que o consumidor considera ultrapassados?
Milhares já foram para o quarto das crianças, para prejuízo da espécie humana; outros milhares foram gentilmente descartados em forma de presente para a empregada, para o porteiro do prédio, a sobrinha que foi morar com o namorado etc. Seja pelo poder de compra recém-adquirido pela classe C, seja pela generosidade conveniente das classes A e B, o fato é que dificilmente se encontra um lar sem TV no Brasil eletrificado.
Já no ano 2000, informa o IBGE, 39.060.188 domicílios contavam com pelo menos um televisor. Hoje, a oferta de aparelhos usados é tanta que não há mais escrúpulos em deixar muitos deles sob ameaça de pó e gordura em botecos e açougues, oferecendo entretenimento à freguesia.
Mais acessível, menos valorizado diante do charme e do status das telas finas, o televisor de tubo está mais perto do lixo. Na assistência técnica, já é difícil convencer os funcionários de que ainda existem problemas facilmente resolvíveis e que há salvação para aquela caixa antiga.
Os técnicos tradicionais, por outro lado, foram privados dos conhecimentos autorizados pelas grandes marcas, e suas oficinas de bairro viraram museus onde colecionadores podem encontrar legítimos Colorado RQ ou Telefunken de válvulas brilhantes. Menos mal.
Os televisores de tubo mais recentes talvez não tenham a qualidade suficiente para merecer um lugar em antiquários, e logo o Brasil pode ver com indiferença o que, nos anos 80, causava espanto: televisores nas calçadas do Japão ou dos EUA, à espera do caminhão de lixo.

Televisores descartados (foto: pardonmeforasking.blogspot.com)
Talvez isso não aconteça por aqui, embora já seja possível encontrar mais do que tubos descartados em lixeiras das grandes cidades brasileiras. O fato, porém, é que precisamos pensar a sério no descarte adequado desse material altamente tóxico, poluente e nocivo à saúde.
Uma consulta a três dos principais fabricantes (*) de televisores revelou que nenhum deles tem qualquer plano para disposição final de aparelhos velhos e seus resíduos - que incluem metais e metais pesados, cuja decomposição na natureza leva de 20 a 450 anos. A assessoria de comunicação da Eletros (associação dos fabricantes) também desconhece qualquer iniciativa neste sentido.
Uma rara ação envolvendo televisores usados foi feita em São Paulo, em 2007, por uma rede de supermercados que oferecia desconto de R$ 500 na compra de um aparelho de tela fina a quem trouxesse o seu velho TV de tubo. O desconto era balela e o televisor usado ia para instituições de assistência entreterem suas crianças carentes. Segundo a funcionária que organizou a ação, 50 televisores foram doados a 10 instituições, e "as crianças adoraram".
Não é o que se pode classificar como, digamos, a melhor solução, mas a iniciativa mostra que o assunto desperta interesse e mobiliza as pessoas.
As empresas não são obrigadas a cuidar desse lixo tecnológico. Por enquanto, só fabricantes e importadores de pilhas e baterias estão submetidos à Resolução 257 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determina o gerenciamento dos produtos descartados e a disposição adequada dos resíduos finais.
Talvez o Conama possa estimular os fabricantes de televisores ou, melhor ainda, os empresários talvez possam tomar a iniciativa de cuidar deste lixo, antes que ele se avolume demais. Não se sabe quantos televisores serão descartados nos próximos anos, mas, para se ter uma idéia, o mundo jogou fora 400 milhões de computadores nos últimos três anos, segundo o Comitê pela Democratização da Informática (CDI), que trabalha com a reciclagem de componentes.
Reciclar componentes de televisores, aliás, pode ser uma solução interessante.
Você conhece alguma iniciativa para orientar o descarte de televisores velhos?
Tem alguma sugestão para tratar desse problema?
* Os serviços de atendimento ao consumidor da Mitsubishi, da Sony e da Philips não têm qualquer orientação a dar a quem queira destinar um televisor usado. (consulta feita por nossa colega Martha Autran)
Comentários:
Comentário de: Ronaldo [Visitante]
06.08.08 @ 10:54Minha sugestão, é que as lojas captem os aparelhos usados, como parte de pagamento de um modelo novo, que encaminhem para as indústrias e esta última, encaminhem para Paises sub-desenvolvidos, as peças em bom estado de conservação e funcionalidade.
Além de ser uma forma de ajudar as comunidades do país a desenvolver culturalmente e economicamente, a marca poderá "abrir" mercado com este tipo de iniciativa.
bom dia a todos
Comentário de: jose izidoro coser [Visitante]
06.08.08 @ 11:12O "lixo" televisores usados devem ser colocados na porta dos políticos ladrões que infelicitam o País.
È o momento de serem usados para alguma coisa.
Comentário de: marco Antonio [Visitante]
06.08.08 @ 11:39Realmente o lixo tecnológico´já pode ser considerado uma epidemia, o problema das TVs, computadores, rádios, Celulares, Colchoes, alguém sabe o que fazer com um colchão, nossos governantes precisam imediatamente determinar que seus fabricantes retirem e deem destinação adequada a estes "lixos", e de mode drástico, 1 nova para 3 velos no primeiro ano.
Comentário de: andré césar [Visitante] · http://carla.cavalcante@camara.gov.br
06.08.08 @ 11:51Olha só...
Comentário de: José Lima [Visitante]
06.08.08 @ 11:54Se as empresas fazem promoções de todo tipo para atrair compradores, baixando preços, oferecendo brindes, organizando sorteios, enchendo a televisão de anúncios caros, distribuindo folhetos e encartes ilustrados, o que lhes custaria oferecer uma solução para a destinação do televisor antigo que o cliente gostaria de trocar por um novo? Não precisa ser publicitário para perceber que a simples motivação de encarregar-se da destinação do televisor antigo empurra o consumidor ainda hesitante ou indeciso para a compra. Dobra a utilidade do negócio e o seu encanto pois além de um novo conforto, sai um bem que se pensa não irá para a lista dos desperdícios suntuários, pelas responsabilidades presumíveis numa grande empresa comercial . A escassez de ofertas desse tipo de troca é um atestado público de acomodação ou deformação do nosso marketing, responsável talvez por algum ranço de atraso na mentalidade comercial predominante no país. Muitos donos de redes de lojas ainda guardam os símbolos dos mascates do passado.
Comentário de: kapax [Visitante] · http://kapax13
06.08.08 @ 12:09Deve ser criar meios eficientes para reciclagem,e a empresa que vende os produtos devem ser responsaveis.
Comentário de: Marcos [Visitante]
06.08.08 @ 13:01Há material nobre nestes equipamentos, além dos metais pesados. O vidro do tudo não é o mesmo tipo de vidro dos copos e janelas. É diferente. Quem tiver capital e possibilidades pode ter um bom negócio a vista em termos de reciclagem. Imagine quantos empretos este lixo não poderia gerar. Sem falar nos antigos monitores de computador que também são de tubo.
Comentário de: Leo [Visitante]
06.08.08 @ 13:15Pra mim lixo mesmo é o que exibido nelas, desde porcarias americanas a programas dominicais de baixa qualidade que já fizeram uma geração intera de completos idiotas.
Comentário de: Marcelo [Visitante]
06.08.08 @ 14:05Em um televisor ha muito cobre que pode ser reciclado. O corpo do mesmo é feito de ABS ou PS - plásticos que também são reciclados.
o Tubo tem pelo menos 200 grs de cobre. Os CIs e outros componetes tambem tem Cu (cobre).
O problema são os componetes fenólicos das placas de circuito e todos os elastômeros que não podem ser reciclados.
Quanto aos "metais pesados" eles também podem ser reaproveitados, se bem que quantidade é muito pequena.
O vidro do tubo geralmente nos modelos mais caros tem compostos de Li (litio) especias e coatings o que difculta a reciclagem para usos mais comuns.
Em cada televisor velho deve haver pelo menos uns R$ 20 - R$ 30 em material que pode ser reciclado.
Comentário de: Rômulo Viel [Visitante]
06.08.08 @ 14:38Obviamente que as empresas fabricantes devem ser responsabilizadas pela destinação dos produtos descartados. Remeter a um país mais atrasado não resolve o problema, apenas muda o endereço do lixo! A legislação deveria forçar os produtores a adotarem novos projetos que contemplem a reciclagem ao final do ciclo de vida do produto!
Comentário de: Argelia Redivo [Visitante]
06.08.08 @ 14:59Estamos esquecendo também dos monitores antigos dos computadores. Afinal eles também estão sendo substituídos pelas maravilhas da nova tecnologia e layout impecáveis. Lamentavelmente o homem não segue o Criador, Ele sim, criou o homem de modo responsável, ou seja, quando somos descartados nosso próprio organismo já possui os mecanismos de auto destruição, ao contrário dos bens materiais que produzimos.
Comentário de: Carlos Periera [Visitante]
06.08.08 @ 15:06Sempre ouvi dizer que só tinha lixo na TV. E a agora a TV tá no lixo rsrsrsrsrs
Comentário de: Maria José de Gouveia Caldeira [Visitante]
06.08.08 @ 15:16Infelizmente ainda existem muitas pessoas sem acesso a um televisor, o que precisamos fazer é conseguir meios dos televisores chegarem até essas pessoas, seja através de Igrejas, ONG's ou Entidades que façam trabalhos em bairros para verificar quem não possui TV. Se as empresas pegassem as TV's como parte de pagto. e anunciassem a quem necessitasse, talvez fosse uma alternativa.
Comentário de: Santiago [Visitante]
06.08.08 @ 15:20Abordagem prática: nós, consumidores, estamos efetivamente dispostos a carregar um televisor de 20 ou 29" de ~20 quilogramas até o porta-malas de nossos carros e entrega-los em uma loja que ofereça um pseudo desconto na compra de um novo televisor de plasma ou LCD? Quem ainda leva vasilhames ao supermercado para comprar cerveja (600ml) apesar do balanço positivo de tal prática no quesito ecologia? Creio que há muitas pessoas que não estão acostumadas ou dispostas a arcar com este "incômodo", visto que é mais fácil comprar um pack de cerveja em latas de alumínio no mercado ou um televisor digital adquirido por e-commerce com entrega em casa e no maior conforto de nossos lares...
Comentário de: Diarone Paschoarelli [Visitante] · http://diarone@estadao.com.br
06.08.08 @ 15:42A destinação do nosso lixo é um gigantesco problema criado por nós mesmos e que acaba também se refletindo negativamente sobre nós. E apesar desses exemplos, como os obsoletos tvs de tubo, continuamos criando objetos visando apenas o uso, sem a menor preocupação do destino deles depois que virarem lixo, ou seja, o criador das novas gerações de aparelhos de TV, em algum momento, pensou no destino reservado para eles (aparelhos de TV) quando se tornarem lixos? E o lixo atômico? Como um leitor já citou, o que fazer com colchões velhos?
Comentário de: MARCO AURÉLIO [Visitante]
06.08.08 @ 15:55MUITO OPORTUNO E INTELIGENTE O COMENTÁRIO DO SR. MARCELO, SOBRE O APROVEITAMENTO DO COBRE E OUTROS COMPONENTES DO MONITOR ANTIGO DE TUBO. SE UM GRANDE EMPRESÁRIO NACIONAL RESOLVESSE ABRAÇAR ESSA IDÉIA, ALÉM DE PODER GANHAR MUITO DINHEIRO COM O BONUS DE CARBONO, ALÉM DA RECICLAGEM, PODERÁ SER CONSIDERADO UM HÉROI ECOLÓGICO NUM FUTURO PRÓXIMO.SE EU TIVESSE O CAPITAL NECESSÁRIO, TOPARIA UMA EMPREITADA DESSAS.PESSOAS DISPOSTAS É O QUE NÃO FALTAM.AINDA DÁ TEMPO DE SALVAR O PLANETA.
Comentário de: Rogerio [Visitante]
06.08.08 @ 16:30Muito importante, a opnião do Sr Marcelo.concordo com ele.....
Comentário de: claudio ribeiro [Visitante]
06.08.08 @ 18:07o mais engraçado é que o brasileiro, esse ser empreendedor, sempre tenta jogar a culpa em alguem :
- nos politicos
- nos consumidores
- nas industrias
e nos empresarios "que naõ encampam a idéia"
sempre o outro é quem tem que fazer !
vamos montar uma cooperativa de reciclagem de tv usadas e tirar das casas esse lixos ?
emails para mim
ribeirooc@hotmail.com
quero ver quantos tem a capacidade de empreender em vez de criticar e soltar a bomba nas mãos do governo
Comentário de: sergio silicio [Visitante]
06.08.08 @ 19:52Muito rica a iniciativa do David Moisés.
Quanto à solução ele mesmo já deu.
Basta o CONAMA se sensibilizar com a questão.
um abraço.
Comentário de: Ronaldo araujo [Visitante]
06.08.08 @ 21:29E muito simples:
os tubos deve ser levado a uma vidraçaria e transformado em matéria prima,o resto queimado em alto forno.
Comentário de: ARNALDO [Visitante]
06.08.08 @ 22:05Acho que todos são responsáveis pelo lixo que produz, pergunte a si mesmo o que fazer com o seu usado antes de comprar um novo
Comentário de: Marcos de Luca Rothen [Visitante]
06.08.08 @ 22:26No futuro tudo o que for descartado será enviado para algum outro planeta, pois não teremos mais espaço por aqui!
Comentário de: Joao Paulo Feijao [Visitante]
06.08.08 @ 22:58Infelizmente enquanto vendermos milhões e milhões de televisores, seja de tela fina ou de tubo, para assistirmos a novela das oito, ao invés de assistirmos algo útil ou então comprarmos um livro, não importa onde colocaremos nosso lixo. Ele já está na nossa cabeça.
Comentário de: Luís [Visitante]
06.08.08 @ 23:38Estão colocando a culpa no governo, mas esse é um problema mundial. O que fazer com o lixo tecnológico?
Ainda mais agora com o BOM do mercado automotivo, o que faremos com o monte de carros antigos? Despejá-los nos ferro-velhos e pronto?
Os países do "primeiro mundo" tem a velha tática de enviar literalmente o problema para os países pobres...mas acho que podemos fazer algo melhor, não acham?
Comentário de: Hipocrito [Visitante]
07.08.08 @ 05:18Minha TV é tubo, e não me pensava em troca-la, mas após ler esta matéria, o farei imediatamente, já que o virou lixo, como afirma a manchete, não vou querer lixo dentro de casa.
Creio que o destino correto pode ajudar a natureza, mas isso necessita de empenho de nosso governo para obrigar os fabricantes a participarem desta grande destruição de engenhocas e destino mais viável de resíduos, assim como a tempos atrás, subst.dos preto e branco por coloridos, agora será a vez dos tubos, e talvez tenhamos uma outra grande substitução das antenas , mas estão são alumínio algo muito valioso nas reciclagens.
Comentário de: mandrix [Visitante]
07.08.08 @ 07:34Tenho uma tv 20' National/Panasonic e que nunca estragou e, portanto, ainda não foi aberta. O que farei com ela?
Comentário de: eduardo de paula barreto [Visitante] · http://www.opoetizador.com
07.08.08 @ 09:41Tira todo o conteúdo dela, depois põe uma tela na frente, dois pauzinhos atravessados, pronto, você tem uma linda e moderna gaiola.
Comentário de: Flavio Godoy Moreira [Visitante]
07.08.08 @ 10:28Em nossa cidade existe uma associação mantida pela prefeitura e voluntários que promove treinamento à jovens, como uma forma de tira-los das ruas facilitar seu ingresso na vida profissional. Entre outras, existe uma classe que recebe por doações, aparelhos elétricos e eletrônicos em desuso, funcionando ou não, para o aprendizado em reparos, que depois podem ser vendidos ou aproveitados por quem não os possue. Não resolve o problema do lixo, mas dá uma sobrevida digna aos aparelhos velhos.
Comentário de: Ana Maria [Visitante]
07.08.08 @ 10:38Esse é o preço de uma sociedade altamente consumista de bens altamente descartáveis.
Nós, consumidores, também deveríamos ser responsabilidados por esse lixo. Quantos aqui não ficam trocando seu celular todo ano em busca de um modelo mais bonitinho, mas ordinário?
Existe a necessidade dessa onda tecnológica, que CRIA necessidades onde elas não existem? Será que precisamos, mesmo, de tudo isso que compramos? Alguém aqui já parou para pensar na vida miserável que o consumismo está nos delegando? Consumo consciente e responsável, essa é a solução
Comentário de: Celso Linck [Visitante]
07.08.08 @ 12:06A questão dos televisores é só a ponta do iceberg.
Qualquer aparelho eletrônico descartado tem que ter destinação controlada. Não dá para ser hipócrita e fingir que não é um enorme problema. Você joga na esquina hoje, outros milhares também fazem o mesmo, e o resultado vai voltar na água q. beberá, no alimento, ou mesmo no ar q. vai respirar. Volta com certeza. Tudo poluído quimicamente. Tem q. ser muito lesado para não querer ver isso. São as empresas, é o governo e são as pessoas individualmente e suas famílias ou grupos; todos tem sim que assumirem suas responsabilizades. O padrão, o sistema tem que mudar. Esse é o ponto.
Sugiro para quem não viu, que veja o vídeo no link abaixo.
http://video.portalcab.com/?play=historia-das-coisas
o resto é blá, blá, blá!
Comentário de: Paulo Cesar [Visitante]
07.08.08 @ 15:40A rigor já temos uma lei que pode ser acionada pelo poder público, que é o Código Civil, artigo 165: " aquele que causa dano a alguém é obrigado a reparar ". Portanto, se no processo de venda, a indústria ou o comércio não alertaram o consumidor para os riscos dele e do descarte e da eventual responswabilidade civil, caberia à indústria absorver esses aparelhos, por meio das lojas ou outra forma qualquer, desmontando-os e reciclando a coisa toda, de tal forma que a natureza não seja afetada. Tenho um televisor de 15 anos , guardado. Tenho espaço. Comprei outro porque não encontrei , em São Paulo e em minha cidade, Atibaia, a peça que foi quebrada . É o pino de entrada. Nada mais. Como conheço toda a composição do aparelho, ele foi guardado até que eu possa fazer o descarte seguro dele. Uma lei complementar, de nível geral, valendo para todos os aparelhos , seria a solução mais próxima da realidade , nestde difícil momento de verdade a que o planeta chega. Cada um que assuma sua responsabilidade. os custos de manter o planeta , pelo menos, não pior do que já está, de qualquer forma serão crescentes, e não há gente inocente nesse processo. Portanto, Nosso representantes, governantes , aquela tuma de inservíveis que habita e polui até a nossa alma, deve se debruçar sobre o assunto e produzir um código legal para os produtos de passado, presente e futuro. Podem utilizar os conhecimentos dos laboratórios Bell, de New jersey, que têm toda a documentação de cada coisa produzida no mundo não secreto. Com base nisso, poderemos ter uma legislação de verdade. Sem isso, teremos , cada vez mais, lixões clandestinos.Pessoas que jogam seus aparelhos como fazem perto de minha casa, já que moro em uma chácara, e que sou obrigado a recolher. Observe que o problema afeta a todos nós, mesmo aqueles que moram em prédios e acham que o mundo fica lá embaixo , nem fazem idéia da água que estão tomando, do ar que respiram, dos elementos tóxicos com os quais convivem, com os venenos que comm todos os dias, e tudo por falta da legislação baseada no codigo civil brasileiro, simples assim...
Comentário de: Laudelino Sotolano [Visitante]
08.08.08 @ 12:32Eu acho que o nosso presidente, com sua super competencia, deve urgentemente criar o ministério do descarte de sucatas, criando desde já emprego para uns 500 mil petistas, com salário médio 5 mil reais, os quais usarão a criatividade que lhes é peculiar para criar foguetes que mandarão pro espaço todo esse material obsoleto.
Comentário de: Moradora do EUA [Visitante]
08.08.08 @ 14:23David, eu moro na California e ha um mes atras um vizinho colocou uma tv muito antiga, de mais ou menos 32 polegadas, na rua, atrapalhando a entrada da garagem do condominio onde moro.Onze casas, um perguntou para o outro de quem era aquela tv, e ninguem sabia. Chegamos a conclusao que era de um grupo morando temporariamente numa casa grande de um terreno vendido algum tempo atras.Ou, melhor, vizinhos sem nenhuma consideracao pelos outros.E la ficou a tv por quinze dias - apesar de alguns ate pensarem em colocar a coisa na frente da casa dos tais vizinhos - porque ninguem aqui tem "musculo" suficiente para pegar aquele trambolho tao pesado. Um dia, gracas a Deus, a bendita sumiu e todos ficaram muito felizes.Quem foi?? Nao sabemos.Bom, aqui nao ha lixeiros para tais coisas.Algumas pessoas deixam na rua com um bilhete "Free", na esperanca que alguem carregue a tranqueira por elas. Mas na verdade, nos temos que transportar o objeto para o "dump" e pagar uma taxa que, acredito, depende do tamanho do ojeto. O que fazem com a "coisa"?Sabe Deus.Vou me informar e volto para lhe contar.
Comentário de: david [Membro]
08.08.08 @ 15:37Achei ótima a provocação do Cláudio Ribeiro.
Alguém vai encarar?
E é muito legal a experiência relatada pelo Flavio Godoy Moreira. Juntando com a valiosa colaboração do Marcelo, dá para ter ótimas idéias para ações sustentáveis.
As contribuições do Paulo Cesar e da nossa 'vizinha' dos EUA também permitem pensar em iniciativas por aqui.
abs
David
Comentário de: Hélio Piuvezam Filho [Visitante]
08.08.08 @ 20:20O problema do lixo "televisivo" não é o único que preocupa, existem outros tão ou mais importantes. Um que gostaria de destacar, por ser minha área de trabalho, é o rejeito (lixo) nuclear. Está claro que o político brasileiro não está preocupado com ações de pouca visibilidade pública. É necessário políticas públicas para o tratamento e o destino do que chamamos de rejeito nuclear (desde máquinas de raio-x obsoletas, bombas de radioterapia e até subprodutos de pesquisa e usinas nucleares). Atitudes como essa não produz tanta visibilidade política como aquelas que se operam em Brasília, emendas parlamentares e projetos faraônicos de construção civil, etc., é necessário ter muita coragem para se fazer políticas que deem destino a estes problemas. Gostaria de ver qual é o político corajoso o suficiente para tomar uma atitude de pouca visibilidade porém de benefício a longo praso! Acho que não será nesta vida...
Hélio
Comentário de: Moradora do EUA [Visitante]
09.08.08 @ 17:03David, descobri que o "dump" recicla o que consegue e enterra no proprio local o resto do material que voce joga fora; parte do material que se transforma em adubo e aproveitado.
Comentário de: martha autran [Visitante]
09.08.08 @ 20:38Que interesse bárbaro dos leitores. Parabéns
David. O trabalho foi todo seu.
Comentário de: Emerson [Visitante] · http://A industria do alimento não disperdiça nada
10.08.08 @ 17:20assim como a industria da alimentação açucar .arroz, feijão , leite é consumido principalmente leite e seus derivados é colocado hormonios e outro derivados. Os produtos tecnologico podem ser reciclados com performace....e aplicagem.
Comentário de: Paulo [Visitante]
13.08.08 @ 16:23Tenho notado que realmente alguns consumidores estão aceitando muito facilmente a troca de um equipamento que está funcionando perfeitamente por outro, caro, impulsionado pela moda ou sei lá o que.
A sucata tecnológica domestica das grandes cidades nunca foi tão aproveitável como hoje.
Quase que diariamente escuto um mega fone anunciando que recolhe, como se lixo fosse sem pagar nada pelo recolhido, objetos como TV, DVD, geladeiras, maquinas de lavar e etc.
O que me chama atenção é que alguns estão em prefeito funcionamento e já são descartados.
Proponho uma reflexão. Acho que a simples troca pela troca deixa um período muito pequeno de satisfação e logo volta a necessidade de nova troca.
Manutenção preventiva e uso do produto pelo seu ciclo de vida natural é uma boa forma de poder priorizar os gastos nestes dias tão difíceis.
Não se iludir e acabar sendo o verdadeiro laboratório de testes de alguns novos produtos que logo após o lançado, vem os recoll da vida. As vezes a presa de vender e lucrar é tão grande que a coisa e vendida inacabada a preço astronômico.
Tenho orgulho quando um bem “durável” tipo carro, TV, torradeira, geladeira passa dos 10 anos funcionando bem. Costumo dizer aos meus filhos que isso é que é produto sério.
Já pensei até em pesquisar a viabilidade de venda deste equipamento em cidades do interior, por preço bem baratinho, para quem gostaria de ter por algum tempo que seja um conforto em sua casa e não pode ou não quer um novo em 60 vezes pagando o preço de 3.
Bem é isso ai... Espero ter contribuiu para o bem geral.
Comentário de: odlajapa [Visitante]
16.08.08 @ 03:37Aqui no Japão, a reciclagem, estabelecida pelo governo em lei, envolve fabricante, revendedor e consumidor.
As indústrias de televisores, geladeiras, máquinas de lavar e computadores são obrigados a manter unidades de desagregação dos materiais utilizados em seus produtos.
As revendedoras são obrigadas a receber ou coletar os produtos (lixo) para renvio às indústrias.
Aos consumidores se obriga o pagamento de frete e taxa de reciclagem sobre os produtos (lixo) que devem ser devolvidas ao revendedor.
No caso da indústria automobilística o processo se assemelha, pois o consumidor é obrigado a recolher no ato da compra a taxa de reciclagem.
No entanto por ser o mercado secundário de veículos altamente ativo, a média de troca de modelo pelo consumidor gira em torno de 3 a 8 anos, não se chegou à necessidade do lixo retornar às indústrias.
Isso se explica também pelo fato de que o mercado russo, atraído pelos usados "quase novos" e também pela proximidade entre os países, tem absorvido grande parcela dos veículos usados, reduzindo em parte a geração interna deste tipo de lixo.
Curiosamente o mercado de telefones celulares, que também gera lixo tecnológico e ainda não está regulamentado, não tem sentido este tipo de problema, pois surgiram empresas que arcando todos os custos recolhem os aparelhos.
Este lixo é reprocessado para extrair ouro e outros metais preciosos dos circuitos impressos, além de display LCD, baterias, lentes e sensores, reutilizados na produção de máquinas fotográficas digitais descartáveis.
O comentário talvez sirva para alguma referência na busca de uma solução aplicável ao Brasil.
Comentário de: Fausto Aurelio Braga [Visitante]
17.08.08 @ 06:44Com certeza o descarte ainda não é um grande problema , entretanto será como outros também. Acredito que as responsabilidades devem ser compartilhadas entre a industria, comércio, consumidor e governos.Nós não podemos imputar todas as responsabilidades para as industrias ou governantes . o Brasileiro é inteligente para sempre dar um jeitinho em tudo, entretanto na hora de ser inteligente para resolver o seu problema fica esperando que o seu vizinho resolva primeiro.Me desculpem .
Até pouco tempo ninguem sabia como fazer o descarte das lãmpadas fluorescentes, principalmente em função do mercúrio, hoje já existem empresas que recuperam estas lãmpadas.Tudo é questão de tempo e necessidade. A questão principal para o destino de resíduos tóxicos, são os investimentos necessários. Então eu acho que a parceria entre os Fabricantes,Governos ,Comércio e Usuários podem chegar num acordo :
Os fabricantes devem destinar parte do seu faturamento para fiananciar projetos de reciclagem.
O Governo Federal,através do BNDES, deve fornecer o apoio necessário para que a infraestrutura cumpra seus objetivos de reciclagem.
O comércio faça as promoções para recolher o material para reciclagem.
O consumidor faça a sua parte , não descartando em qualquer local o equipamento que durante anos lhe serviu como equipamento de trabalho ou lazer.
Um bom dia a todos.
Comentário de: José Augusto Dantas [Visitante] · http://www.fotki.com/augustodantas
17.08.08 @ 08:34Trabalho em uma empresa que comercializa, entre outros produtos, TVs. Garanto, já que atuo no Centro de Distribuição, que a quantidade de TVs de tubo vendidas ainda é grande, apesar do crescimento das telas finas.
Faço uma pergunta:
quantas instituições de caridade, que cuidam de crianças e idosos, e sobrevivem exclusivamente de doações, possuem TVs em número suficiente para dar conforto e diversão às pessoas que delas dependem?
Comentário de: david [Membro]
17.08.08 @ 10:51Nosso amigo 'Odlajapa' faz uma contribuição valiosa, ao contar as soluções adotadas no Japão. Valeu!
Agradeço também ao José Augusto, pelas informações enviadas diretamente da ponta de venda dos televisores de tubo. José, você acha que empresas como a sua estão começando a se mobilizar para garantir boa destinação aos televisores descartados?
Abs
David
Comentário de: Fausto Aurelio Braga [Visitante]
18.08.08 @ 19:40Com certeza o descarte ainda não é um grande problema , entretanto será como outros também. Acredito que as responsabilidades devem ser compartilhadas entre a industria, comércio, consumidor e governos.Nós não podemos imputar todas as responsabilidades para as industrias ou governantes . o Brasileiro é inteligente para sempre dar um jeitinho em tudo, entretanto na hora de ser inteligente para resolver o seu problema fica esperando que o seu vizinho resolva primeiro.Me desculpem .
Até pouco tempo ninguem sabia como fazer o descarte das lãmpadas fluorescentes, principalmente em função do mercúrio, hoje já existem empresas que recuperam estas lãmpadas.Tudo é questão de tempo e necessidade. A questão principal para o destino de resíduos tóxicos, são os investimentos necessários. Então eu acho que a parceria entre os Fabricantes,Governos ,Comércio e Usuários podem chegar num acordo :
Os fabricantes devem destinar parte do seu faturamento para fiananciar projetos de reciclagem.
O Governo Federal,através do BNDES, deve fornecer o apoio necessário para que a infraestrutura cumpra seus objetivos de reciclagem.
O comércio faça as promoções para recolher o material para reciclagem.
O consumidor faça a sua parte , não descartando em qualquer local o equipamento que durante anos lhe serviu como equipamento de trabalho ou lazer.
Um bom dia a todos.
Comentário de: claudio ribeiro [Visitante]
19.08.08 @ 16:47não tive uma resposta sobre minha proposta, então só tenho a dizer o seguinte :
o povo é muito demagogo !
cospe no chão e reclama da merda do cachorro que foi furar o saco de lixo que alguem jogou na rua e misturou lixo organico com papel higienico e com material reciclavel.
ai, sentou a bunda na cadeira e reclamou que o governo não fez a lição de casa e não limpou a rua, que em dias de chuva leva o lixo pras galerias subterraneas que estão entupidas e quando conseguem levam o lixo pro corrego que passa na favela (ops comunidade) que despeja seus detritos cano afora e sofre com doenças causadas pela miseria em que vivem, esquecidos que são pelo poder publico que só aparece de capa e galocha e luva cirurgica cor da pela na época de eleição.
e vamos continuar a depender, ou melhor esperar o poder publico, que só olha pro proprio umbigo, vamos continuar esperando que eles venham limpar nossas bundas.
Comentário de: Fábio Koga [Visitante]
19.08.08 @ 20:28Concordo plenamente com o Cláudio Ribeiro.
Apesar de o governo ter obrigação de fornecer soluções, não podemos ficar sentados esperando que eles venham resolver nossos problemas.
Já estamos esperando soluções a mais de 500 anos, desde que o Brasil foi colonizado, até agora nao estou vendo nenhum resultado, muito pelo contrário estou vendo o pais se acabando e a população não está nem ai pra nada, quem é que está preocupado com o meio ambiente? a amazonia está se desintegrando, ainda o ministro do meio ambiente comemora dizendo que no 1º semestre de 2007 o desmatamento na amazonia caiu 25%, 14 mil quilometros quadrados ainda sao desmatados só na amazonia, é pra comemorar? ou seja, até a industria tomar uma decisao do que fazer com nosso lixo, que nao é pouco, quantos milhoes de sucata nao reciclados continuarão a ser descartados no meio ambiente? ao invés de esperar que eles recolham seu equipamento e doe para quem precisa, por que não fazemos isso nós mesmos? o ser humano tem esta capacidade, basta querer! concordo em parte com algumas pessoas que disseram que a solução seria parar de assistir televisão, pois 90% do que é oferecido ao telespectador, não agrega valor nenhum para a nossa sobrevivencia, muito pelo contrário, a mídia quando utilizada de forma inadequada, se transfoma numa arma. a TV é capaz de mudar um povo, tanto para o bem quanto para o mal. as emissoras não estão preocupadas com isso, elas estão faturando horrores, quem aqui sabe que as emissoras de TV tem participação nos lucros e resultados com a venda de televisores? e que o governo tambem ganha com isso? quanto mais TV for vendida, maior a quantidade de pessoas manipuladas por este meio de comunicação, essa é a forma que o governo encontra para manter o povo burro, oferece entretenimento "falso" afasta as pessoas do verdadeiro conhecimento e enquanto isso eles continuam lá, aumentando salário de deputados, senadores, juizes.... e nós ficamos aqui pagando salário dos artistas e dos politicos, reclamando que ninguém faz nada para melhorar.
Quem é que tem que fazer algo, eles ou nós? quem é que coloca eles no poder? nao somo nós? então temos que fazer algo para mudar este jogo, nao?
Comentário de: Loxlok [Visitante]
22.08.08 @ 09:48Alguns cinescópios, dependendo do modelo e fabricante podem possuir metais nobres e valiosos, tal como paladio, platina e mesmo ouro, além de terras raras, algumas delas inclusive com pequeno potencial radioativo. Miligramas ou mesmo gramas desses metais podem ser encontrados nos catodos e nas grades de difusão.
Nesses casos, a extração desses metais pode compensar o custo de tratamento do descarte, como já ocorre com os chips e determinados conectores utilizados em placas de circuito impresso, contatos de relés e alguns tipos de conectores.
Existem ainda alguns tubos de altissima luminosidade que podem, apesar de não ser absolutamente certo isso por estar entre os segredos de fabricação, conter diminutas quantidades de material radioativo pesado, tal como o tório, utilizado no endurecimento e aumento de resitencia ao calor, tornando o negócio de reciclagem no minimo desaconselhavel para leigos e no pior caso exigindo inclusive disposição especial para esses tubos para que evitem contaminar o ambiente.
Lembrando que até camisas de lampião são banhadas em material radioativo para permitir as cerdas da mesma atingirem altas temperaturas sem romperem-se facilmente - o mesmo principio é utilizado nos catodos de alguns cinescópios.
Já os televisores mais antigos, aqueles com valvulas termoionicas, contém com certeza algumas delas com catodos que contém terras raras em diminutas quantidades. Não se sabe exatamente se possuem ou não radioatividade inerente, mas existe essa possibilidade. O que torna esse assunto, algo um tanto delicado e exige sempre a presença de um técnico especializado para realizar o descarte seguro desses componentes.
Aparelhos antigos, podem conter maior quantidade desses componentes.
Seria irresponsável dizer as pessoas que simplesmente os atirem ao lixo, mas também é irresponsável dizer que leigos poderiam cuidar desse assunto - em Ecopontos como em São Paulo.
As empresas que os fabricaram e na ausencia destas o governo, devem providenciar os meios para que a sociedade descarte esses aparelhos entre outros, para evitar transtornos a população.
Maiores detalhes sobre cada cinescópio ou valvula podem ser obtidos nos manuais dos fabricantes de tubos de raios catódicos e pela web afora.
Para os que desejam pesquisar busquem pelas palavras-chave:
Radioactive cathode tubes
Radioactive cathode ray tubes
Existe um excelente estudo sobre o tema de descarte de cinescópios de televisores e monitores de computadores cujo sumário segue abaixo para quem desejar aprofundar-se no tema:
Titre du document / Document title
Radioactivity in cathode ray tubes
Auteur(s) / Author(s)
KIRNER Nancy P. ; TROYER G. L. ; JONES R. A. ; GRAY E. W. ;
Résumé / Abstract
While surveying used computer equipment out of a zone posted as a Contamination Area, 100% of the computer monitors surveyed had levels of radioactivity that were significantly above background. The radioactivity was primarily on the front face of the cathode ray tube and was not amenable to decontamination. Hot spots were found also along the edges and seals of the cathode ray tube. Similar surveys of computer monitors that were never in Contamination Areas confirmed that radioactivity was incorporated into the monitor. Surveys were made of recently manufactured television sets with similar results. Gamma spectroscopy indicates that the radioactivity is due to naturally occurring radioactive materials. Since most surveys of cathode ray tubes in the literature were made while the units were energized and indicated low-energy x-rays, the use of naturally occurring radioactive materials in the manufacture of cathode ray tubes has not been widely recognized. This paper presents the results of these surveys, the results of gamma spectroscopy, and a method for releasing existing computer equipment having naturally occurring radioactive materials.
Revue / Journal Title
Operational radiation safety
Source / Source
2004, nofev, [Note(s): s20-s24]
Langue / Language
Anglais
Editeur / Publisher
Lippincott Williams and Wilkins, Hagerstown, MD, ETATS-UNIS (1999) (Revue)
Localisation / Location
INIST-CNRS, Cote INIST : 9288 S, 35400011931012.0030
Abraços.
Comentário de: david [Membro]
22.08.08 @ 10:38Grande contribuição, 'Loxlok'.
abs.
David
Comentário de: loxlok [Visitante]
22.08.08 @ 13:18Olá David, grato pela apreciação!
Sou muito critico com respeito a esse "lixo tecnologico" pois em geral não devem ser manuseados por leigos ou mesmo atirados ao lixo ou ecopontos. Extendendo a cooperação dei uma ajeitada no texto e publiquei-o na wikipedia, se os editores da wikipedia deixarem, o texto permanecerá por lá... mas não creio.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tubo_de_raios_cat%C3%B3dicos
Abraços
loxlok@gmail.com
Comentário de: marcos [Visitante]
24.08.08 @ 20:04O primeiro comentário diz algo assim: "que encaminhem para as indústrias e esta última, encaminhem para Paises sub-desenvolvidos" Façam isso e esses países nunca sairão do sub-desenvolvimento. Em epoca de Web, democratização da informação, pra que assistir tv?
Comentário de: ricardo [Visitante]
24.08.08 @ 21:50Esses modelos com tubo consomem mais energia,
Comentário de: marcos afonso milagres almeida [Visitante]
25.08.08 @ 10:00Sinceridade.O lixo tecnológico está há muito tempo investando a natureza. Eu(Marcos),os intelectuais,o governo,a indústria e o consumismo exagerado não somos competentes em sabedoria para podermos racionalmente desenvolvermos uma metodologia para reciclagem desta avalanche de tecnologias que de minuto em minuto contamina o universo. Sugiro aos milhões de brasileiros que ouçam a música sal da terra de Beto Guedes e nos inspiremos numa solução prática,rápida e saudável.Obrigado.Afonso Abd el SueD.
Comentário de: RD [Visitante] · http://forum.archlinux-br.org
26.08.08 @ 01:39Eu não teria tanta pressa em descartar os CRTs assim não... demorou muito para que essa tecnologia amadurecesse. Alguém se lembra das telas que manchavam? Alguém já ouviu falar das TVs que não podiam ficar muito tempo ligadas por causa do aquecimento?
O mesmo acontece com o plasma e o LCD. São tecnologias relativamente novas, que só estão sendo aperfeiçoadas por causa da alta demanda atual, mas mesmo assim ainda é preciso aparar algumas arestas. Plasma mancha (que nem as TVs antigas) quando uma imagem é exibida por muito tempo na tela. Plassma dura pouco mais de um ano em condições normais de uso. Plasma é pesado. E se vazar aquele gás que tem nele, meu amigo, você está na roça.
E os LCDs? Os LCDs tem dead pixels, pequenas falhas na tela (há até um limite máximo para a quantidade de dead pixels). As telas de baixa qualidade começam a dar problema depois de 1, 2, 5 anos de uso (algumas luzes que formam a imagem queimam e, às vezes, é necessário gastar mais do que o preço inicial do monitor para arrumá-lo, o que, definitivamente, não vale a pena). A cor e o contraste mudam dependendo do ângulo que se olha para a tela (um pesadelo para designers, que ainda preferem os CRTs). LCD não tem luz própria, ou seja, nada de "cinema em casa no escurinho".
Minha TV de 29" e meu monitor de 17" (ambos CRT) vão ficar aqui, do jeito que estão, até que a tecnologia atual me satisfaça.
Comentário de: xx [Visitante] · http://www.xx.com
26.08.08 @ 09:56enviar para outro pais televisores velhos teria um custo de transporte muito grande. melhor criar industrias e empregos lá
Comentário de: tatiana de paula [Visitante]
26.08.08 @ 10:50o melhor é se perguntar se realmente precisamos comprar televisores novos. o lixo sempre será proporcional a nossa ânsia pelo consumo.
Comentário de: Josmar Barbosa [Visitante]
26.08.08 @ 14:36O vidro é altamente reciclável. Se eu tivesse um terreno eu mesmo estaria captando TVs descartadas e monitores para separar o vidro. Mas... dentro dos tubos de raios catódicos existem compostos poluentes.
O que os fabricantes poderiam fazer é ministrar um curso para empresas que captam resíduos sólidos (os chamados ferros-velhos) de como lidar com os materiais disponíveis nestes eletrônicos (tem MICA, VIDRO, BAQUELITE, MADEIRA, PLÀSTICO...).
Ainda. O que os fabricantes poderiam fazer era estudar e desenvolver porcessos para reciclar estes materiais e disponibilizar tais processos às empresas que captam resíduos sólidos.
Comentário de: Loxlok [Visitante]
27.08.08 @ 04:42Olá Josmar,
O vidro utilizado na confecção do cinescópio ou tubo de imagem é um vidro com alto teor de chumbo, absolutamemnte tóxico e não reciclável para outro uso que não seja mais cinescópios e com restrições, pois precisará passar por processor de refino que acabm por inviabilizar o uso do mesmo, e essa é uma das razões por trás dos cenários para o fim dos cinescópios, não é a principal razão, mas pesou muito na decisão de migrar televisores para o LCD ou Plasma.
Além disso existem nos cinescópios mais antigos componentes de baixa radioatividade. Por essa entre muitas outras razões, os tubos de TV não devem ser reciclados por pessoas sem conhecimento técnico desse assunto delicadissimo. Um TV usado é, para falar de maneira simples, "UM ABACAXI", que ninguém deseja descascar devido ao alto custo dos processos envolvidos na reciclagem. E não fica só na TV, a maioria dos dispositivos tecnológicos são dificeis de reciclar ou reaproveitar e em geral os processos de reciclagem, de fato podem reaproveitar o material, mas acabam gerando sub-produtos que continuam sendo problematicos. Televisores não são aparatos facilmente recicláveis, e o post está correto, pode vir a ser uma questão de estado essa, em breves anos e nada se poderá fazer com esse lixo a não ser conviver com ele por perto.
Abraços.
Comentário de: raimundo de oliveira martins [Visitante] · http://tv de tubo x lcd ou plasma
28.08.08 @ 13:37é bom saber,que o brasil é um país de pobres.vai demorar e muito o brasil se livrar desse tipo de televisor.nem todo mundo pode se dar o luxo de desenbolçar 2,3,ou 4 mil reais com esse tipo de televisor.o tal de hdtv vai demorar e muito pra vingar.voces acham que a globo,sbt e record vão gastar muito dinheiro com esse tipo de transmição sem ter um bom retorno com seus anunciantes.quem vai assistir hdtv ? um favelado?se eu bem sei,a globo ta afim desse favelado com a sua tv de tubo,assistindo o seu canal.
Comentário de: Francisco [Visitante]
28.08.08 @ 20:13Mandar para a África? Tá doido? As escolas públicas brasileiras ficariam eufóricas de ter um televisor por sala de aula. Aí sim, manda pras escolas da Bolivia, do Paraguay... os hermanos daqui de perto precisam ainda mais que nós. Custo de transporte... baixo. Há muitos usos, o mundo não está tão rico assim não...
Comentário de: Rod [Visitante]
29.08.08 @ 10:23Tem de dar obrigatóriamente uma destinação limpa aos resíduos.
Assim como as pilhas e baterias, todos os equipamentos eletro-eletrônicos e mesmo veículos ou pneus deveriam ser obrigatoriamente neutralizados, para não causar nenhum impacto ambientel.
Comentário de: Renatobort [Visitante]
07.10.08 @ 22:08Não estou entendendo o raciocínio dos que apresentaram "soluções" para o descarte das tvs antigas. Quando fala-se em descarte , leia-se daqueles televisores que não têm mais conserto, não prestam para mais nada, são lixo. Não fosse assim as idéias "brilhantes" de enviarem para paises menos desenvolvidos, doarem para empregadas e enfim, aos menos favorecidos lógicamente seria a solução. Por favor, quando discute-se algo tão importante, façamos pelo menos um de nossos neurônios funcionar para não darmos "pedradas"que não levam a nada e ocupemos espaço num debate de fundamental importância.
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