Estrada Verde!

Partindo de um material desenvolvido por pesquisadores japoneses, engenheiros holandeses estão criando a primeira “estrada verde”, capaz de eliminar da atmosfera a poluição emitida pelos veículos que trafegam por ela.

A estrada escolhida foi uma pequena rodovia nos arredores da cidade de Hengelo, Holanda. O pavimento é um concreto especial que contém um aditivo capaz de capturar as partículas de óxidos de nitrogênio emitidos pelos escapamentos dos carros e caminhões. Mais conhecido pela sigla NOx, os óxidos de nitrogênio estão entre os mais danosos gases poluentes emitidos na atmosfera, sendo um dos principais responsáveis pela chuva ácida.

O concreto purificador de ar recebe em sua formulação um aditivo à base de dióxido de titânio. Quando exposto à luz do sol, o material reage com os óxidos de nitrogênio, transformando-os em nitratos, que são inofensivos ao meio ambiente. Basta uma chuva para que todo o pó inerte seja lavado e a estrada fique limpa de novo.

A estrada de Hengelo foi escolhida porque está sendo reconstruída e por causa da excelente qualidade do ar da região, que permitirá um acompanhamento preciso dos resultados obtidos com a pavimentação capaz de eliminar a poluição do ar. As obras deverão terminar até o final de 2008.

 

No Brasil a pavimentação de estradas tomou um novo rumo. O processo envolve a incorporação da borracha em pedaços ou em pó. Apesar do maior custo, a adição de pneus no pavimento pode até dobrar a vida útil da estrada, porque a borracha confere ao pavimento maiores propriedades de elasticidade ante mudanças de temperatura. O uso da borracha também reduz o ruído causado pelo contato dos veículos com a estrada. E, além de todos esses benefícios, ainda é uma solução ambientalmente correta para dar destino aos milhões de pneus jogados no lixo diariamente.

Fonte: Inovação Tecnológica

postado em: 28 de Agosto de 2008 por Flávio Vieira

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4 comentários para “Estrada Verde!”

  1. Mylle Li Says:

    Deveríamos investir sempre em coisas que prolonguem a vida da terra, já que já a levamos aos extremos da resistência.
    Essa estrada é inteligente, mas fico me perguntando: ela seria financeiramente viável pro resto do mundo?
    Queria que a resposta fosse sim. Este é um problema real.

  2. Flávio Vieira Says:

    Olá Mylle! Acho que a resposta você já deve saber: obviamente não. Tecnologia é cara e uma minoria de países poderia arcar com essas despesas, mas o grande trunfo, na minha opinião, são as soluções. Por mais que seja caro agora, a tecnologia tende a ficar acessível. E também há outro aspecto que tem que se levar em conta: Essas estradas seriam muito úteis em lugares onde o tráfego é intenso, como nos países mais poluidores do mundo, como por exemplo EUA e China. E uma coisa eu garanto, esses dois têm dinheiro de sobra pra fazer quantas estradas dessas eles quiserem…
    Abraço e obrigado pelo comentário!

  3. Rodrigo Vieira Says:

    Infelizmente ainda não sabemos se a solução de adicionarmos peneus velhos ao asfalto é uma opção “limpa”. Esse é um procedimento ainda novo e os estudos estão em andamento, mas a grande preocupção é como essas particulas de borracha se comportaram em alguns anos. A principal dúvida é se, no médio e longo prazo, o solo possa ser contaminado.
    Temos que entender que nenhuma solução de manutenção ou desaceleração dos processos degradatórios do planeta será viável economicamente. Estamos chegando em um ponto que grande parte dos recursos gerados serão consumidos para a nossa manutenção na terra. É assim que funciona, quem não cuida gasta em dobro (ou mais).

  4. Eduardo Wagner Says:

    Oi Flávio,
    Vou meter a colher aqui, porque de pneu eu entendo um pouquinho mais. Tenho trabalhado nos últimos dois anos com a implementação e revisão da resolução 258 do CONAMA sobre Destinação de Pneumáticos Inservíveis.
    A adição de pó de pneus no asfalto se mostra promissora, não em efeitos financeiros, mas em durabilidade, e em tese a borracha por se inerte não possui um fator de risco como contaminante. Ainda não tinha visto a utilização de granulado do pneu no asfalto como substituto da brita. Já tinha visto, e até tenho um corpo de prova, de uma bloco de concreto feito com granulado de pneu, e pode ser utilizado como guard-rail de rodovias, pois daria uma uma maior plásticidade ao concreto em caso de colisão, absorvendo um pouco do impacto.
    Mas, hoje em dia afirmar que isso seria a “salvação da lavoura” para a questão do descarte de pneus é perigoso, pois a este é um dos argumentos utilizados pelas empresas e União Européia, para forçar o Brasil a aceitar a importação de pneus usados, o que significa para nós ambientalistas como apenas o repasse de passivo ambiental dos países industrializados ao Brasil.
    Abraços.

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