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. Uma coisa nos preocupa mais uma vez: a história de Édipo. Pois Édipo no mundo grego é quase único. Toda a primeira parte é imperial, despótica, paranóica, interpretativa, divinatória. Mas toda a segunda parte é a errância de Édipo, sua linha de fuga no duplo desvio, de seu próprio rosto e do rosto de Deus. Ao invés dos limites bastante precisos que transpomos ordenadamente, ou, ao contrário, que não temos o direito de transpor (hybris), um ocultamento do limite no qual Édipo é tragado. Ao invés da irradiação significante interpretativa, um processo linear subjetivo que permitirá exatamente a Édipo guardar um segredo como resÃduo capaz de reiniciar um novo processo linear. Édipo, denominado atheos: ele inventa algo pior do que a morte ou do que o exÃlio, segue a linha de separação ou de desterritorialização estranhamente positiva onde erra e sobrevive. .
Deleuze e Guatttari Mil Platôs. . o/ .
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